sexta-feira, 4 de maio de 2012

VACINAÇÃO INDÍGENA


MS lança neste sábado o mês de vacinação indígena


O Ministério da Saúde reforça a imunização dos indígenas brasileiros durante os próximos 30 dias. É o Mês de Vacinação dos Povos Indígenas (MVPI) nas reservas indígenas, com o objetivo é alcançar os indígenas que moram em aldeias, em áreas de difícil acesso e com baixa cobertura vacinal. Serão oferecidas mais de 350 mil doses contra diversas doenças, como hepatite B, paralisia infantil, difteria, tétano, coqueluche, meningite, gripe, caxumba, febre amarela, entre outras doenças. A abertura oficial será neste sábado (05) na Aldeia Paroá, no município de Feijó (AC). A campanha terminará no dia 5 de junho.


Para garantir a “multivacinação”, a Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) selecionou todos os 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs) e irá realizar uma mega operação, com o envolvimento direto de 3.124 profissionais de saúde. A logística dessa vacinação é diferenciada, levando em consideração as especificidades dessa população e dificuldades pela distância a serem percorridas até as aldeias, seja por carro, barco, helicóptero ou avião monomotor. A ação abrange 152 etnias e 1.330 aldeias espalhadas por todos os estados brasileiros. Serão investidos mais de R$ 4,3 milhões entre aquisição de insumos e imunobiológicos, logística e transporte.


As vacinas serão oferecidas para toda a população indígena aldeada - 238.266 mil pessoas - dos 34 DSEIs. O foco será nos grupos mais vulneráveis: crianças menores de cinco anos, mulheres em idade fértil e idosos. De acordo com o secretário Especial de Saúde Indígena, Antônio Alves, o diferencial entre a vacinação indígena e da população em geral é que no caso dos indígenas são os profissionais que se deslocam até as reservas, para alcançar populações que vivem de forma dispersa e em aldeias de difícil acesso. “A logística é especial por causa do afastamento das aldeias dos centros urbanos. É um mês intensivo para aumentar a cobertura de todo o calendário vacinal desses povos e garantir a imunização.” destacou.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

CONCURSO: PROFESSOR UNIVERSITÁRIO

UFOPA abre concursos para professor adjunto


Foi publicado na última sexta-feira, dia 20, no Diário Oficial da União, o Edital 2/2012 da Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA), que torna pública a abertura de inscrições e determina as normas dos concursos públicos de provas e títulos para provimento de cargo de professor da carreira do magistério superior. Os candidatos para o cargo de professor adjunto deverão ser portadores de diploma de doutor.


Ao todo deverão ser preenchidas 101 vagas, no regime de trabalho de dedicação exclusiva, distribuídas nas seguintes unidades acadêmicas: Centro de Formação Interdisciplinar (CFI); Instituto de Biodiversidade e Florestas (IBEF); Instituto de Ciências da Educação (ICED); Instituto de Ciências Sociais (ICS); Instituto de Ciências e Tecnologia das Águas (ICTA); e Instituto de Engenharia e Geociências (IEG).


Os candidatos aprovados serão lotados no campus-sede da universidade, em Santarém, podendo ainda atuar nos municípios de Alenquer, Itaituba, Juruti, Monte Alegre, Óbidos e Oriximiná, de acordo com a necessidade da instituição.


Inscrições – Os interessados em participar do concurso poderão fazer sua inscrição, no sítio da UFOPA (http://www.ufopa.edu.br/concursos/professor2012/), no período de 23 de abril a 13 de maio de 2012. O valor da inscrição é de R$100,00. As quatro fases do concurso – prova escrita, prova didática, prova de defesa de memorial e prova de julgamento de títulos – serão realizadas no período de 11 a 22 de junho de 2012. As informações sobre temas dos concursos, requisitos para investidura no cargo, números de vagas e pontos para as provas, estão explicitadas no Anexo I do Edital.


A estrutura acadêmica da UFOPA, formada por cinco institutos temáticos e um Centro de Formação Interdisciplinar, e a trajetória acadêmica a ser percorrida dentro da instituição também são explicitadas no Edital.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

ARQUEOLOGIA NA AMAZÔNIA

Um Porto... Muitas Histórias!



Será aberta hoje (18/04) às 19 horas a exposição  "Um Porto, Muitas Histórias; Objetos Arqueológicos do Porto de Santarém e seus Contextos". A exposição traz um mostra representativa de fragmentos e artefatos encontrados durante as escavações realizadas na área do Porto de Santarém desde 2009, em trabalhos realizados pelo arqueóloga Profa. Dra. Denise Schaan.

Sem dúvida uma oportunidade ímpar para conhecer e apreciar significativos vestígios da cultura material de sociedades indígenas que habitaram a área hoje ocupada pela cidade de Santarém, sob o ponto de vista arqueológico uma das cidade mais importantes para o estudo e a busca pela compreensão do passado pré-colonial na Amazônia e no Brasil. 


Entre os materiais expostos estão fragmentos de vasilhas decoradas, estatuetas, objetos líticos, como lâminas de machados (para derrubar árvores), rodelas de fuso (para fiar) e calibradores (para fazer hastes de flechas), pingentes, alargador de orelha, contas de cerâmica e muitos outros objetos, além de um muiraquitã, pela primeira vez encontrado em uma escavação arqueológica.

Todo material exposto é parte da coleção reservada no Laboratório de Arqueologia Curt Nimuendaju, situado no campus Tapajós, da Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA).

Onde: Museu João Fona (Avenida Adriana Pimentel, s/n - Prainha - orla de Santarém - PA)
Quando: 18/04/2012 às 19h

sexta-feira, 13 de abril de 2012

PÓS-GRADUAÇÃO NA AMAZÔNIA

Profa. Teresa Ximenes, coordenadora do doutorado, 
e o Prof. Seixas Lourenço, reitor da UFOPA
Foto: Jussara Kishi 

UFOPA anuncia primeiro doutorado da instituição


Na manhã desta sexta-feira, dia 13, o Prof. José Seixas Lourenço, reitor da Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA), anunciou em coletiva de imprensa a aprovação, pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), do primeiro doutorado interdisciplinar da instituição, na área de “Sociedade, Natureza e Desenvolvimento”. 


Primeiro doutorado a ser ofertado, integralmente, pela UFOPA, o curso terá um enfoque interdisciplinar, e de acordo com o reitor José Seixas Lourenço, objetiva maior articulação entre as ciências naturais e as ciências sociais na ótica do desenvolvimento sustentável. “Isso é um fato auspicioso, porque a UFOPA, em apenas dois anos e meio de existência, já pode ser considerada uma universidade, de acordo com os critérios do Conselho Nacional de Educação, que exige, para que uma instituição de ensino superior seja considerada uma universidade, que ela tenha pelo menos um doutorado e 3 mestrados. Nós já temos 3 mestrados aprovados pela Capes: o mestrado em Recursos Naturais na Amazônia, com 15 dissertações defendidas; temos também o mestrado profissional em Matemática, que está em seu segundo ano de oferta; e o mais recente, o mestrado em Recursos Aquáticos na Amazônia. E agora, para coroar todo esse esforço na área da pós-graduação, veio então a aprovação deste doutorado interdisciplinar”, comemora o reitor.


Metodologia do curso
Conduzido por uma metodologia interdisciplinar, que buscará a interface entre as ciências sociais e naturais, o programa possibilitará pesquisas relevantes sobre a região amazônica. “Este curso será muito importante para a região, pois ele é conduzido pela metodologia interdisciplinar, o que significa a interação entre ciências sociais e ciências naturais. Teremos várias linhas de pesquisa, o que permitirá ao aluno, ao integrar este conhecimento, trabalhar com problemáticas que demandam uma visão holística da realidade”, considera a coordenadora, Tereza Ximenes.


Inicialmente, serão ofertadas 15 vagas. A publicação do edital de seleção está prevista para o mês de maio. “A seleção ocorrerá durante o mês de julho, e o início das aulas deverá ocorrer na segunda quinzena do mês de agosto”, informa a coordenadora.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

ARQUEOLOGIA AMAZÔNICA EM DEBATE




Seminário de Arqueologia e Antropologia na Amazônia
Data: 11 a 14 de abril de 2012
Local: Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas / UFMG




PROGRAMAÇÃO:


11 de Abril, Quarta-feira:
10: 00 hs / Auditório Luiz Pompeu / FAE /UFMG
Palestra: Plástica e performance de máscaras rituais na América do Sul indígena: repensando sistemas mito-musico-coreográficos.
- Aristóteles Barcelos Neto (University of East Anglia)


19: 00 hs / Auditório Sônia Viegas / FAFICH /UFMG
Conferência de abertura: Arqueologia na Amazônia Hoje.
- Eduardo Góes Neves (MAE/USP)




12 de Abril, Quinta-feira:
09: 00 hs / Auditório 1007 / Faculdade de Letras / UFMG
Mesa Redonda: Cerâmicas na Amazônia: da cultura material ao universo cosmológico.
Coordenadora: Deborah Magalhães Lima (UFMG)
- Denise Maria Cavalcante Gomes (UFRJ): Cerâmicas no rio Tapajós.
- Vera Guapindaia (MPEG): Cerâmicas no rio Trombetas.


10: 30 hs / Auditório 1007 / Faculdade de Letras / UFMG
Mesa Redonda: Patrimônio e cultura material e imaterial nas sociedades indígenas.
Coordenador: Rogério do Pateo (UFMG)
- Fabíola Andréa Silva (MAE/USP): Patrimônio arqueológico em terras indígenas: as múltiplas narrativas.
- Denise Fajardo (IEPE-USP): Patrimônio material e imaterial na região das Guianas.


14: 00 hs / Auditório 1007 / Faculdade de Letras / UFMG
Grupo de Trabalho I (sessão 1): Arqueologia e patrimônio cultural na Amazônia: pesquisas recentes.
Debatedora: Vera Guapindaia (MPEG)
- Comunicação 1: Andre Prous (UFMG) & Camila Jácome (USP): Os primeiros resultados do levantamento arqueológico Norte-Amazônico.
- Comunicação 2: Camila Jácome (USP) & Igor Rodrigues (UFMG) & Ciro Gonçalves (UFMG) & Gustavo Jardel Coelho (UFMG): A cerâmica do Rio Mapuera - reflexões sobre método de análise e categorias tipológicas.
- Comunicação 3: Adriana Russi (UFF): Patrimonialização da cultura: memória e tradição na construção de uma casa tradicional (tamiriki) kaxuyana.


16: 30 / Auditório 1007 / Faculdade de Letras / UFMG
Grupo de Trabalho II (sessão 1): Etnologia nas Guianas: pesquisas recentes.
Debatedora: Karenina Vieira Andrade (UFMG)
- Comunicação 1: Denise Fajardo (USP): Miríades onomásticas caribe-guianenes e noção de 'gente'.
- Comunicação 2: Luisa Girardi (UFMG): Entre nós, entre outros: migração e mistura entre a ‘gente do Kaxuru’.
- Comunicação 3: Julia Sauma (UCL): Localidades, comunidades, lugares e parentes entre os quilombolas do Rio Erepecuru.


19: 30 / Auditório 1007 / Faculdade de Letras / UFMG
Mesa Redonda: Artes gráficas na Amazônia oriental.
Coordenadora: Jacqueline Rodet (UFMG)
- Edithe Pereira (MPEG): Pintura Rupestre na Amazônia.
- Andre Prous (UFMG): Análise das Tangas Indígenas.




13 de Abril, Sexta-feira:
09: 00 hs / Auditório Baesse / FAFICH / UFMG
Mesa Redonda: Terra Preta de Índio na Amazônia.
Coordenador: Andrei Isnardis (UFMG)
- Dirse Clara Kern (MPEG): Processo de formação de solos antrópicos em sítios arqueológicos.
- Guilherme Resende Correa (UFV): Terras Pretas de Índio da Amazônia e Interpretação paleoambiental e cultural.
- Ado Jorio (UFMG): Análise da estrutura do carbono das Terras Pretas de Indio.


14: 00 hs / Auditório Baesse / FAFICH / UFMG
Grupo de Trabalho II (sessão 2): Etnologia nas Guianas: pesquisas recentes.
Debatedor: Paulo Roberto Maia Figueiredo (UFMG)
- Comunicação 1: Ruben Caixeta de Queiroz (UFMG): Formação e dispersão dos coletivos indígenas na área de fronteira entre Brasil, Guiana e Suriname.
- Comunicação 2: Leonor Valentino (MN/UFRJ): Notas sobre a cristianização dos Waiwai e sobre a presença missionária na região das Guianas na segunda metade do século XX.
- Comunicação 3: Samya Fraxe (UFAM): Corpo forte e dança alegre (Wai-Wai).


16: 30 / Auditório Baesse / FAFICH / UFMG
Grupo de Trabalho I (sessão 2): Arqueologia e patrimônio cultural na Amazônia: pesquisas recentes.
Debatedora: Edithe Pereira (MPEG)
- Comunicação 1: Lílian Panachuk (Scientia Consultoria Científica): Aspectos contemporâneos da arqueologia na Amazônia brasileira: alguns dilemas e avaliações preliminares.
- Comunicação 2: Maria Jacqueline Rodet (UFMG) & Vera Guapindaia (MPEG) & Déborah Duarte-Talim (UFMG) & Amauri Mattos (MPEG): As lâminas de machado polidas do sítio arqueológico Boa Vista, Pará.
- Comunicação 3: Rogério Tobias Junior (UFMG) & Henrique e Silva (UFMG): Grafismos no rio Mapuera e Paru do leste: uma perspectiva comparativa.


19: 30 / Auditório Baesse / FAFICH / UFMG
Sessão de filmes:
1) Asurini: expedição etnoaqueológica à Terra Indígena Kuatinemu. DVD, 32 min / Direção: Fabíola Andréa Silva e Silvio Luiz Cordeiro / Montagem e Música: Silvio Luiz Cordeiro / Imagens: Francisco Forte Stuchi / Imagens de Arquivo: Regina Polo Müller.
2) Podáali: um documentário da música baniwa. DVD, 30 min / Realização: FOIRN, ACICC e Vídeo Maloca / Pesquisa: Deise Lucy Montardo e Adeílson Lopes da Silva / Fotografia: Moisés e Paulinho Baniwa / Som Moisés e Paulinho Baniwa / Edição: Hans Denis e Moisés Baniwa.




14 de Abril, Sábado:
10:00 hs / Auditório Baesse / FAFICH / UFMG
Reunião entre indígenas do rio Mapuera e pesquisadores do NAAdA (Núcleo de Antropologia e Arqueologia da Amazônia) com o objetivo de discutir critérios e procedimentos para formulação de uma proposta de exposição e constituição de um museu sobre os povos indígenas da calha do rio Trombetas.


Coordenação: 
André Prous e Ruben Caixeta de Queiroz



Realização:
Programa de Pós-Graduação em Antropologia (PPGAN/UFMG)
Laboratório de Etnologia e do Filme Etnográfico (LEFE/FAFICH)
Núcleo de Antropologia e Arqueologia da Amazônia (NAAdA/FAFICH)
Grupo de Estudos em Antropologia e Arqueologia (Geaarq/UFMG)


Patrocínio: CAPES/PAEP


quarta-feira, 28 de março de 2012

FISCAIS SOFREM ATENTADO NA AMAZÔNIA

Fiscais do Ibama e ICMBio sofrem emboscada no Pará


Dois homens com armas automáticas, coletes balísticos e máscaras emboscaram uma equipe de fiscalização do Ibama e do Instituto Chico Mendes (ICMBio) na manhã de hoje na BR-163, na altura de Cachoeira da Serra, no distrito de Novo Progresso, no Pará.


Os veículos da fiscalização foram obrigados a parar por causa dos troncos dispostos na estrada e, imediatamente, os homens os abordaram. Policiais ambientais do Pará acompanhavam os fiscais e trocaram tiros com os mascarados que acabaram fugindo pelo mato. Nenhum dos agentes foi ferido.


Há cerca de duas semanas, Ibama, ICMBio e Polícia Ambiental do Pará estão na região para combater desmatamento ilegal. Ontem, durante sobrevôo com o helicóptero do instituto, identificou-se um acampamento e uma grande área de floresta derrubada. A equipe que estava a bordo desembarcou próximo ao local para monitorar as ações e o helicóptero retornou à base para buscar apoio terrestre. Na manhã de hoje, duas caminhonetes com fiscais e policiais seguiam para a localidade quando houve o confronto.


Os fiscais que permaneceram a noite aguardando a equipe de apoio foram resgatados no final desta manhã pelo helicóptero do Ibama.


Não é a primeira vez, que a fiscalização do Ibama enfrenta problemas na região de Cachoeira da Serra. Em 2007, uma equipe apreendeu dez caminhões carregados de madeira ilegal e quando passou pelo distrito foi cercada por uma população irada com a ação contra a os crimes ambientais, comuns naquela região.


com informações do IBAMA e ICMBio (Brasília-DF)

terça-feira, 20 de março de 2012

DESMATAMENTO NA AMAZÔNIA

Desmatamento e Degradação Florestal em Fev/2012 
(Fonte: Imazon/ SAD).

O Imazon divulga dados de desmatamento e degradação florestal na Amazônia Legal para o mês de Fevereiro de 2012. 

Em fevereiro de 2012, o Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) detectou 107 quilômetros quadrados de desmatamento na Amazônia legal. Isso representou um aumento de 59% em relação a fevereiro de 2011 quando o desmatamento somou 67 quilômetros quadrados. Já o desmatamento acumulado no período de agosto de 2011 a fevereiro de 2012 totalizou 708 quilômetros quadrados, uma redução de 23% em relação ao período anterior (agosto de 2010 a fevereiro de 2011) quando o desmatamento somou 922 quilômetros quadrados. 

Em fevereiro de 2012, a moir parte (65%) do desmatamento ocorreu em Mato Grosso. O restante ocorreu em Rondônia (12%), Amazonas (10%), Roraima e Pará (7% cada). As florestas degradadas na Amazônia Legal somaram apenas 95 quilômetros quadrados em fevereiro de 2012. Em comparação a fevereiro de 2011, quando a degradação florestal somou 112 quilômetros quadrados, houve redução de 15%. A maioria (70%) ocorreu em Mato Grosso seguido por Rondônia (15%), Roraima (9%), Pará (5%) e Amazonas (1%). A degradação florestal acumulada foi 1.528 quilômetros quadrados para o período de agosto de 2011 a fevereiro 2012. Em relação ao período anterior (agosto de 2010 a fevereiro de 2011), quando a degradação somou 3.814 quilômetros quadrados, houve redução de 60% . 

Em fevereiro de 2012, o desmatamento detectado pelo SAD comprometeu 6,6 milhões de toneladas de CO2 equivalente. No acumulado do período (agosto 2011 - fevereiro de 2012) as emissões de C02 equivalentes comprometidas com o desmatamento totalizaram 47 milhões de toneladas, o que representa uma redução de 14% em relação ao período anterior (agosto de 2010 a fevereiro de 2011). Foi possível monitorar com o SAD somente 24% da área florestal na Amazônia Legal em fevereiro de 2012. Os outros 76% estavam cobertos por nuvens o que dificultou o monitoramento na região.


Para download dos dados na íntegra, clique aqui

sábado, 17 de março de 2012

ESPÉCIES AMEAÇADAS


Aberta consulta sobre Atlas de espécies ameaçadas


O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) abriu na terça-feira (13), consulta pública a todos os pesquisadores interessados em contribuir para a revisão do Atlas de Espécies Ameaçadas de Extinção, publicado em abril de 2011. A consulta fica aberta por 30 dias. Veja abaixo como participar.


A contribuição deve ser feita via questionário elaborado pela Coordenação de Análise e Prognóstico de Risco à Biodiversidade, vinculada à Coordenação Geral de Manejo para Conservação do Instituto Chico Mendes. O questionário está dividido em dois tipos – fauna e flora. O de fauna apresenta os grupos taxonômicos – anfíbios, aves, invertebrados aquáticos, invertebrados terrestres, mamíferos, peixes e répteis – e o de flora, a lista de espécies por família.


A base para a elaboração do questionário foi o Livro Vermelho de Espécies Ameaçadas de Extinção, que traz a lista divulgada pelo Ministério do Meio Ambiente. “Partimos de um parâmetro oficial”, frisa o coordenador geral de Manejo para Conservação do Instituto Chico Mendes, Ugo Eichler Vercillo.


A única restrição, em virtude da ferramenta usada para elaboração do questionário, é que o pesquisador que investigou uma ou mais espécies em unidades de conservação (UC) diferentes terá que preencher o questionário para cada UC estudada. “Mas caso tenha estudado várias espécies em uma mesma unidade, o questionário é único”, frisa a Coordenadora de Análise e Prognóstico de Risco à Biodiversidade, Gabriela Leonhardt.


Um aspecto importante do questionário é o detalhamento das referências do pesquisador, tais como publicações acerca da espécie em teses, artigos, congressos, avistagem com registro fotográfico, com coordenadas georeferenciadas, entre outras.


Nas próximas fases, está prevista a compilação dos dados pelo ICMBio e a validação pelos 11 centros de Pesquisa e Conservação. Os pesquisadores que tiverem alguma dúvida devem encaminhar e-mail para coapro.dibio@icmbio.gov.br ou ligar para 61-3341-9529.


As fotografias de registros de espécies deverão ser encaminhadas para fotosbiodiversidade@gmail.com, especificando o nome da espécie e autor da imagem, bem como se elas podem compor o novo Atlas ou não.


SERVIÇO:
Acesse o questionário de fauna, clicando aqui
Acesse o questionário de flora, clicando aqui

quarta-feira, 14 de março de 2012

RELATOS DE UMA VISITA

São Luis do Maranhão, 
um convite à dança

Às vésperas de completar 400 anos, a cidade de São Luis (MA) se apresenta revitalizada e com a força de quem está apenas começando.

Foto: Bel Pedrosa 


São Luis (MA) é daquelas cidades que te surpreendem o tempo todo. É provável que você espere um lugar cheio de construções antigas com fortes traços da colonização portuguesa. Você verá isso. Mas verá muito mais. Verá uma cidade em pleno crescimento, cortada por avenidas largas, edifícios recentes e enormes, além de dezenas de esqueletos de prédios ainda em construção.

Na verdade, essa é uma das características mais marcantes no visual recente da cidade. A expansão imobiliária, que faz da capital maranhense a área metropolitana brasileira com maior densidade de construções por metro quadrado. As possibilidades de crescimento, os investimentos na indústria, a logística portuária e outros atributos ludovicenses fazem de São Luis um dos maiores centros de atração para negócios e conseqüente movimentação de capitais do setor norte-nordeste do país.

Foto: Edvaldo Pereira/Amazônia em Foco 


A cidade pode ser geograficamente dividida em cidade velha e nova. Ambas com atrativos potenciais para os visitantes. A parte nova, próxima à orla, além da beleza natural, está repleta de barzinhos e restaurantes com o melhor da culinária local, além do já tradicional reggae maranhense. Um prato cheio para quem curte o ritmo caribenho, que por essas paragens é dançado a dois, agarradinho. É possível que você jamais se esqueça da visão do pôr-do-sol ao som dos clássicos da modalidade.

Foto: Edvaldo Pereira/Amazônia em Foco

Foto: Bel Pedrosa

O Centro Histórico da cidade apresenta todo o charme da arquitetura colonial com o molho picante da cultura popular evidenciado por todos os cantos. Seja nas ruas, nos comércios, nas casas, etc. Passando por casarões com fachadas em azulejos portugueses e janelas múltiplas, é possível encontrar a Feira da Praia Grande onde se destacam as garrafas de Tiquira perduradas por toda a parte, dando um colorido especial às barracas. Tiquira é uma bebida feita à base de mandioca e curtida na folha de tangerina que lhe dá uma cor azulada. Por falar em bebida, o visitante não pode deixar de experimentar o Guaraná Jesus. O refrigerante cor-de-rosa foi inventado por um farmacêutico maranhense na década de 1920 e hoje pertence à Coca-Cola. 

Foto: Edvaldo Pereira/Amazônia em Foco 
Foto: Edvaldo Pereira/Amazônia em Foco 

 Foto: Edvaldo Pereira/Amazônia em Foco

Foto: Edvaldo Pereira/Amazônia em Foco 
Foto: Edvaldo Pereira/Amazônia em Foco 
Foto: Edvaldo Pereira/Amazônia em Foco 


Como o período de minha visita a São Luis se deu no feriado de Carnaval, tive o privilégio de conhecer um pouco mais a diversidade cultural ligada a esta festa. A cidade trata e brinca o Carnaval com muita seriedade. Um impressionante desfile de blocos tradicionais coloriu a passarela do samba na noite em que lá estive. Cada bloco com sua própria música levantava a arquibancada ao ritmo do puro samba de letras simples e cativantes. Surpreendeu-me a quantidade de blocos. Fora da passarela a cidade fervilhava. Outra manifestação cultural marcante é o Tambor de Criola, tombada como patrimônio cultural imaterial da nação.

Foto: Edvaldo Pereira/Amazônia em Foco 

Foto: Edvaldo Pereira/Amazônia em Foco 

Foto: Edvaldo Pereira/Amazônia em Foco 


Para quem gosta de fugir do agito a dica é conhecer o município de Raposa, antiga colônia de pescadores bem próxima a São Luis, cerca de 20 quilômetros, onde poderá apreciar um tipo de artesanato peculiar, à base de rendas de bilro, e conhecer o que os nativos costumam chamar carinhosamente de “Fronhas Maranhenses”. Trata-se de uma área, em menores proporções, bem parecida com os famosos Lençóis Maranhenses, com dunas de areias e pequenos lagos, em uma região de mangue cortada por igarapés e pequenos riachos. Aqui, o visitante pode escolher onde se banhar após um breve passeio de barco singrando por entre furos d’água no mangue.

Foto: Edvaldo Pereira/Amazônia em Foco 
 Foto: Edvaldo Pereira/Amazônia em Foco

 Foto: Edvaldo Pereira/Amazônia em Foco

Foto: Bel Pedrosa 


É com essa capacidade de surpreender o visitante, que o órgão responsável pela execução das políticas de atração de turistas de São Luis trabalha para atrair visitantes dos Estados que fazem fronteira com o Maranhão, como o Pará, o Piauí e o Tocantins, que apesar de próximos ainda representam pouco no quantitativo de turistas que passeiam pela cidade. A idéia, segundo o secretário de Turismo, Liviomar Macatrão, é romper as barreiras regionais e mostrar a diversidade de produtos turísticos diferenciados, mesmo para Estados tão próximos.


Bem estruturada sob o ponto de vista da rede hoteleira, de alta qualidade, diga-se de passagem, São Luis tem tudo para se firmar com um dos principais pólos de atração turística na região norte-nordeste, e como principal porta de entrada para o Nordeste e para a Amazônia. Só pela riqueza cultural construída nos últimos 400 anos já vale a pena! Fica o convite. E como não poderia ser diferente, um convite à dança. Às mais variadas...

 Foto: Edvaldo Pereira/Amazônia em Foco
Foto: Edvaldo Pereira/Amazônia em Foco 
Foto: Edvaldo Pereira/Amazônia em Foco 
Foto: Edvaldo Pereira/Amazônia em Foco 
Foto: Edvaldo Pereira/Amazônia em Foco 
Foto: Edvaldo Pereira/Amazônia em Foco

ALGUMAS DICAS
ONDE FICAR:
Hotel Luzeiros: Rua João Pereira Damasceno, 02 – Ponta do Farol. Tel: (98) 3311.4949 / 3311.4950 – www.luzeirossaoluis.com.br
Brisamar Hotel: Av. São Marcos, 12 – Ponta da Areia. Tel: (98) 3212.1171 / 0800 7071277 – www.brisamar.com.br
Pestana São Luis Resort Hotel: Av. Avicênia 1 – Praia do Calhau. Tel: (98) 2106.0505. www.pestana.com

ONDE COMER:
Restaurante Dom Sebastião: o almoço de mariscos da sexta-feira é o mais procurado em São Luís.
Restaurante Nova Casa da Peixada: Na avenida Litorânea, tem várias opções em seu cardápio, como Peixada e o Caranguejo no Toc Toc, prato tipíco do litoral maranhense.
Restaurante Cheiro Verde: um dos mais tradicionais da cidade e muito visitado durante  o período carnavalesco.


PASSEIO DE BARCO EM RAPOSA:
Fox Tour Passeios Ecológicos: (98) 3229.1332 / 9602.4377. www.foxtour.net 


Mais informações: Secretaria Municipal de Turismo de São Luis - Rua da Palma, 53 - Centro - Tel: (98) 3212.6217 - www.saoluis.ma.gov.br/setur


OUTRAS FOTOS E TEXTOS SOBRE SÃO LUIS (MA) DEVERÃO SER POSTADOS NESTE BLOG NOS PRÓXIMOS DIAS.



Este blogueiro é membro da direção da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo – Seção Pará (ABRAJET-PA), e viajou a São Luis a convite da Secretaria Municipal de Turismo.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

UM SEGREDO REVELADO


Redescoberto na Flona do Purus espécie de sagui misterioso


Até o momento da redescoberta, o macaco havia sido descrito apenas com base em um desenho e seu local de ocorrência era desconhecido


O biólogo Ricardo Sampaio, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade  – ICMBio, em Boca do Acre (AM), em parceria com o primatólogo José de Sousa e Silva Junior (pesquisador do Museu Emílio Goeldi) e o ecólogo Fábio Röhe (pesquisador da Wildlife Conservation Society-WCS Brasil), descobriu na Flona do Purus uma espécie de sagui que até então era um mistério científico. Agora eles estão empenhados em preencher a lacuna científica – descrever o Saguinus fuscicollis cruzlimai com base em uma série de espécimes com origem geográfica conhecida.


No ano de 2011, Ricardo Sampaio desenvolveu um estudo na FLONA do Purus, apoiado e financiado pelo ICMBio, onde fez vários registros de primatas e coletou quatro espécimes do Saguinus fuscicollis cruzlimai, depositando o neótipo no INPA e os outros três exemplares no Museu Emílio Goeldi.


Um exemplar deste animal foi exibido na exposição permanente do Museu Goeldi até os anos 1940, quando misteriosamente desapareceu em um período no qual a Instituição ficou à míngua, até ser incorporada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico - CNPq. Em três períodos históricos diferentes, os zoólogos Fernando Novaes, Philip Hershkovitz e José de Sousa (mais conhecido como Cazuza) fizeram buscas para tentar localizar o exemplar, com resultados negativos.


O único registro histórico conhecido da espécie até então estava uma ilustração feita por Eládio Cruz Lima no livro “Primatas da Amazônia”, publicado em 1945 pelo Museu Goeldi. Foi a partir do desenho de Cruz Lima que Hershkovitz fez a primeira descrição do sagui que agora vai ganhar sua descrição definitiva.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

UFOPA - PROCESSO SELETIVO 2012

UFOPA divulga lista de aprovados 

A Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA) acaba de divulgar a lista dos aprovados para o ano letivo de 2012. A instituição não realiza o tradicional e nefasto vestibular. Utiliza as notas do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) para a promover o acessoa todos os cursos que disponibiliza.


Ao todo, mas de 16 mil estudantes de inscreveram para disputar as 1.150 vagas. Outras 50 vagas serão preenchidas por canditados indígenas em um processo seletivo diferenciado. A nota de corte desta primeira chamada ficou entre 792,74 e 624,10.

Os aprovados poderão realizar sua habilitação e matrícula do dia 16 ao dia 20 de janeiro.


As próximas chamadas seguirão o calendário abaixo:
2ª – 23 de janeiro (habilitação e matrícula: 23 a 27 de janeiro)
3ª – 30 de janeiro (habilitação e matrícula 30 de janeiro a 3 fevereiro)
4ª – 6 de fevereiro (habilitação e matrícula 6 a10 de fevereiro)



A listagem pode ser visualizada sítio eletrônico da Ufopa e também no mural fixado no Campus Tapajós.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

OS RIOS DA AMAZÔNIA E O EFEITO ESTUFA

Encontro dos rios Amazonas e Tapajós, em Santarém (PA). 
Foto: Edvaldo Pereira / Amazônia em Foco
 .
Cientistas investigam a produção de gases do efeito estufa nos rios da Amazônia
 

A produção de gases do efeito estufa, como o metano e gás carbônico, pelos rios da Amazônia, é um fenômeno complexo, ainda pouco conhecido pela ciência, apesar da sua importância para o entendimento do clima global. Em Santarém, no Oeste do Pará, um pequeno grupo de pesquisadores, vinculados ao Programa LBA (Programa de Grande Escala da Biosfera-Atmosfera na Amazônia), vem somando esforços, há mais de uma década, no sentido de desvendar o complexo mecanismo de produção desses gases pelos diferentes ambientes aquáticos da região.
 

“Esses gases são extremamente importantes para o controle do clima global”, afirma o Prof. José Mauro Sousa Moura, do Programa de Pós-Graduação em Recursos Naturais da Amazônia (PGRNA), da Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA). “No entanto, hoje sabemos muito mais sobre a produção de carbono oriundo das queimadas do que dos rios. A gente esquece que aquilo que é lavado das florestas vai para os rios”.
 

Segundo o pesquisador, é necessário agregar muita informação para poder saber qual a contribuição da Amazônia na produção de gases do efeito estufa, responsável pelo aumento do aquecimento global. “Depois de entendidos os processos de produção de gases, precisamos entender como a Amazônia funciona e, a partir daí, dizer qual o papel da região no clima do planeta”, afirma.
 

“Com as poucas informações que temos, sabemos que a Amazônia produz, por exemplo, muito metano, que é formado a partir da decomposição de matéria orgânica. No entanto, ainda não entendemos direito como esses gases são produzidos nos ambientes aquáticos amazônicos, que abrigam diferentes ecossistemas”, afirma o biólogo santareno, que começou a investigar a origem da produção do metano pelos rios da região no final da década de 1990, quando ainda era bolsista de graduação do LBA em Santarém. “Naquela época já sabíamos que a região amazônica era uma grande fonte produtora de metano. No entanto, não sabíamos como isso varia ao longo do ano, de local para local. Por isso, a nossa ideia era medir locais diferentes, com características diferentes”.
 

Em 2000, o grupo de pesquisa começou a estudar a origem do carbono presente no gás metano produzido em diferentes áreas alagadas e de várzeas dos rios Amazonas e Tapajós, próximas ao município de Santarém. Três locais foram escolhidos para medição: o igarapé Açu, espécie de canal que liga os dois rios, formado por uma área de mistura entre a várzea do Amazonas e área alagada do Tapajós; o igarapé do Maicá, ponto representativo de várzea do Amazonas; e o igarapé Jamaraquá, situado na Flona Tapajós, um igarapé que drena somente floresta de terra firme. “Durante cinco anos de medidas, percebemos que as diferenças entre essas áreas são muito grandes. Em termos de produção de metano esses igarapés funcionam de formas diferentes”, explica. Algo que os pesquisadores já imaginavam, mas não dispunham de nenhum estudo que comprovasse isso.
 

O grupo utilizou uma metodologia específica para traçar a origem do carbono presente no gás metano (CH4) por meio da análise dos isótopos estáveis. Através da análise da composição isotópica do gás, é possível ter uma noção de qual material dá origem ao metano produzido no fundo dos rios e lagos. “Quando a gente coleta água e quantifica os sedimentos, queremos saber de onde veio esse sedimento, qual sua idade, para se ter uma noção de qual região está contribuindo para a formação desse material. Através dessa metodologia, do uso dos isótopos estáveis, conseguimos identificar de onde vem esse material”.
 

As análises mostraram que, dependendo do local, o carbono é oriundo de gramíneas ou de espécies características de florestas. Na área de várzea, por exemplo, há uma influência muito grande do capim, principalmente na época da seca. “Na área de floresta esperávamos não encontrar mudança nenhuma. Mas ainda assim, no período de seca, verificamos uma mudança significativa na identidade desse carbono presente no metano”.
 

Segundo José Mauro, os processos de produção de gás nos ambientes aquáticos mudam também de acordo com a época do ano. Dessa forma, a produção de metano é maior na época de cheia, porque o rio alaga uma área maior. O material orgânico das plantas e a falta de oxigênio criam as condições ideais para produção do gás metano que sai do fundo dos igarapés. “A gente já tinha essa noção através de estudos para CO2, mas não sabíamos muito sobre o metano”.
 

Na cheia, a produção de gás metano sempre será maior, porque a área alagada é maior, tem maior quantidade de matéria orgânica sendo carreada da floresta pelas chuvas em direção aos rios. Esse material começa a apodrecer, gerando o gás metano. “O que a gente não sabia era que variava a fonte, que o capim tinha tanta influência na época da seca”. O capim cresce durante a cheia, coloniza uma grande área, e quando a água desce esse capim começa a morrer. É quando ele começa a influenciar o gás metano. “É uma diferenciação sazonal bem específica”.
 

Com relação à floresta, a fonte é a mesma – matéria orgânica em decomposição, mas o processo pelo qual esse gás é gerado é diferente. Os estudos realizados levaram à percepção de que não é só o tipo de material que influencia a produção desse gás, mas também o processo como ele é produzido. Um exemplo dessa interferência está na coluna de água, que quando é menor permite maior entrada de luz no ambiente, alterando as condições de temperatura da água. “São essas mudanças que interferem no processo de produção do metano”, revela o pesquisador, que possui doutorado em Ciências (Química na Agricultura e no Ambiente) pelo Centro de Energia Nuclear na Agricultura (CENA), da Universidade de São Paulo (USP).
 

A mesma metodologia – a análise dos isótopos estáveis – vem sendo utilizada atualmente em outro projeto iniciado no ano passado, com o objetivo de entender as mudanças sofridas pelo carbono presente nos sedimentos do rio Amazonas, ao longo do trecho entre o município de Óbidos até a sua foz, nas proximidades da capital paraense. “Só para se ter uma ideia, ao longo desse perímetro temos o rio Tapajós, que é um dos maiores do mundo, e o Xingu, além de uma extensa área de alagamento na foz, que é bem diferente das áreas alagadas acima de Óbidos”, lembra o pesquisador.
 

O projeto é composto por equipes sediadas em Belém e Santarém, no Pará, e Macapá, no Amapá, além de uma equipe específica de oceanógrafos para estudar a pluma do rio Amazonas no oceano Atlântico.  “Ainda não se sabe muito sobre como esses nutrientes e gases, que estão presentes no rio, se comportam. A proposta dos cientistas é fazer medidas mais específicas nessa área da bacia, que é pouquíssimo estudada”, explica José Mauro, que coordena a equipe de Santarém, responsável pelas medições em Óbidos, região do médio Amazonas.
 

Até o momento, o que os pesquisadores sabem é que o Amazonas é um produtor de carbono, pois há muita matéria orgânica sendo carreada e transportada da várzea para o leito do rio. No entanto, a quantidade de carbono que chega à foz é bem menor do que a quantidade que é ciclada dentro do rio. Sabe-se ainda que a quantidade de troca de CO2 entre o rio e a atmosfera é muito grande. “É isso que pretendemos entender, a partir da coleta e análise da água com sedimentos: como a ciclagem do carbono acontece no leito do rio Amazonas e qual a sua participação na alteração da temperatura do planeta”.
 

Texto: Maria Lúcia Morais
 

Esta matéria é parte das atividades do curso de Especialização em Jornalismo Científico da Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA)

sábado, 15 de outubro de 2011

EXPEDIÇÃO CIENTÍFICA: IMAGENS



EXPEDIÇÃO CIENTÍFICA: Imagens

Pôr do sol no Amazonas

Foto: Edvaldo Pereira/Amazônia em Foco

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

EXPEDIÇÃO CIENTÍFICA: Palestras dia 13/10

Palestras


A professora Socorro Maciel (UFPA) discorreu sobre a história das expedições do IFNOPAP, que está em sua 15ª edição.




Fotos: Edvaldo Pereira/Amazônia em Foco

A professoa Raimunda Monteiro (ICS/UFOPA) falou sobre os viajantes que se aventuraram no rio Tapajós há pelo menos quatro séculos atrás.

EXPEDIÇÃO CIENTÍFICA: Programação




Fotos: Edvaldo Pereira/Amazônia em Foco

Participantes são recepcionados no Catamarã Rondônia

Após a atividade de abertura da XV Expedição “Revisitando cultura e biodiversidade entre o rio e a floresta: do Guamá ao Tapajós", os participantes foram recepcionados com um farto café da manhã, que marcou a partida do porto de Belém, a capital paraense, rumo à região oeste através do rio Amazonas.


A programação de todas as atividades da expedição pode ser acessada aqui.

EXPEDIÇÃO CIENTÍFICA: Introdução

"Amazônia em Foco" integra expedição de cultura e biodiversidade

A expedição “Revisitando cultura e biodiversidade entre o rio e a floresta: do Guamá ao Tapajós” que saiu hoje de manhã de Belém (PA) rumo a Santarém (PA), conta com a participação diversos pesquisadores, professores, alunos e convidados de várias universidade, entre elas da Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA).  Entre os convidados está o nosso modesto blog Amazônia em Foco, que tentará repassar aos navegantes que por aqui aportam um pouco do que estará acontecendo no decorrer da viagem. A expedição vai realizar atividades científicas e culturais em Santarém, Óbidos, Alenquer, Oriximiná e Monte Alegre.

Essas atividades estão sendo realizadas pela Universidade Federal do Pará (UFPA), por meio do programa integrado “Imaginário nas Narrativas Orais Populares da Amazônia Pa­raense” (IFNOPAP) e do programa “Campus Flutuante”; pela Universidade Estadual do Pará (UEPA) e pelo programa “Expedições” do Centro de Formação Interdisciplinar (CFI/UFOPA).

O projeto integrado “Imaginário nas Narrativas Orais Populares da Amazônia Pa­raense” (IFNOPAP) está na 15ª edição e já é considerado uma das mais importantes ações educacionais, culturais e ambientais do estado do Pará. Em 2011, o Encontro Internacional IFNOPAP/Campus Flutuante contará com a participação de estudantes, professores, pesquisadores e profissionais do Pará, de outros estados e também de outros países.

Na programação, que ocorrerá de 13 a 22 de outubro, estão previstas conferências, oficinas, minicursos e mesas-redondas que abordarão os diversos temas ligados à cultura e à biodiversidade amazônica, considerando as peculiaridades de cada microrregião.  As atividades serão realizadas dentro da embarcação e também em terra firme. Entre os convidados estão Leonor C. Osorio Granado, consulesa da Venezuela, e Ana Elisa Osorio Granado, deputada venezuelana, que irão participar da mesa-redonda “Transformações Sociais e Culturais na Amazônia Venezuelana”, a ser realizada na manhã do dia 14, durante a viagem em direção a Santarém.

As atividades da expedição irão reunir, além de representantes da comunidade científica, representantes da sociedade, que debaterão acerca dos processos biofísicos e biogeoquímicos de ecossistemas do Médio Amazonas; biologia de recursos da biodiversidade; interdisciplinaridade e interações entre o homem e o ambiente, entre outros assuntos.

Histórico – A primeira expedição do Projeto Integrado “Imaginário nas Narrativas Orais Populares da Amazônia Pa­raense” (IFNOPAP) ocorreu em 1993, no Campus-Sede e Campi Avançados da UFPA, com vistas a recolher “o que se conta” no Pará, não apenas para preser­vação da memória paraense, mas também para propiciar a alunos e professores da graduação e da pós-graduação a oportunidade de realizar tra­balhos acadêmicos, a partir de um acervo amplo e organizado.

De lá para cá o projeto já coletou cinco mil narrativas, realizou 107 oficinas e minicursos, publicou 51 artigos e 13 livros. Também já percorreu 6.846 km por rios e 958 km por estradas. Mais de 20 mil pessoas já foram beneficiadas com as atividades científicas, educativas e culturais do IFNOPAP.

EXPEDIÇÃO CIENTÍFICA




Fotos: Edvaldo Pereira/Amazônia em Foco 

Participantes da XV Expedição IFNOPAP embarcam no Catamarã Rondônia, no cais do porto em Belém (PA). A previsão é que a embarcação chegue a Santarém no domingo (16/10).

EXPEDIÇÃO CIENTÍFICA

Novidades no blog!

Não pude informar antes por absoluta falta de tempo, mas vamos às novidades. Este blogueiro, às vezes um tanto ausente da blogosfera, estará participando de uma expedição científica: “REVISITANDO CULTURA E BIODIVERSIDADE: ENTRE O RIO E A FLORESTA: DO GUAMÁ AO TAPAJÓS”, que partirá da capital paraense rumo à região oeste do estado, singrando os rios Guamá, Amazonas e Tapajós.

A expedição é uma realização da Universidade Federal do Pará (UFPA), Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA) e Universidade do Estado do Pará (UEPA), em comemoração aos 15 anos do Projeto IFNOPAP da UFPA.

A programação durante toda a viagem contará com palestra de vários cienistas, especialista em Amazônia.

Durante todo o trajeto o AMAZÔNIA EM FOCO esará fazendo a cobertura, informando aos navegantes virtuais que passam por aqui sobre tudo o que acontece à bordo do Catamarã Rondônia.

Não percam!!!!

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

ARQUEOLOGIA AMAZÔNICA

Goeldi re-lança coleção sobre Arqueologia na Amazônia

O Museu Paraense Emilio Goeldi realizou no dia de setembro, durante a XV Feira Pan-Amazônica do Livro, o re-lançamento da coleção “Arqueologia Amazônica”, organizado pelas pesquisadoras da Coordenação de Ciências Humanas Edithe Pereira e Vera Guapindaia.


A coletânea é Fruto do Encontro Internacional de Arqueologia na Amazônia realizado em 2007, em Belém, e os dois volumes da obra reúnem mais de 40 trabalhos, que oferecem aos leitores um panorama atualizado com os resultados dos últimos 20 anos de pesquisa sobre a arqueologia na região. Os livros apresentam textos em português, inglês e espanhol, com estudos de pesquisadores de várias instituições nacionais e internacionais.

O primeiro volume conta com textos sobre a antiga ocupação humana nos manguezais da Amazônia, arqueologia no Amapá, cerâmica e complexidade social na antiga Amazônia, arte rupestre, arqueologia subaquática, entre outros. O segundo volume busca discutir a importância da socialização do conhecimento produzido pela Arqueologia. Para isso, são discutidos três aspectos: a cronologia e rota de ocupação, localização geográfica e implantação dos sítios arqueológicos.

Um dos desafios é compreender as mais diversas relações que se estabelecem no contato com o patrimônio arqueológico, que no caso especifico da Amazônia, passam, por exemplo, pelo comércio ilegal de peças e pelo desconhecimento absoluto dos seus indicadores.

Os autores, que também estimulam a reflexão sobre ações no âmbito da educação patrimonial, sugerem que ter uma consciência histórica não é apenas informar-se dos fatos, mas perceber o universo social como um processo ininterrupto e direcionado de formação e organização.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

SIMONETTA PERSICHETTI EM BELÉM

(PARA AMPLIAR CLIQUE NA IMAGEM)

Infelizmente não poderei participar, já que estou um pouco distante (em Santarém).


Mas fica a dica para que puder ir!

Para quem estiver em Belém, simplesmente imperdível!


quinta-feira, 25 de agosto de 2011

NOVA DESCOBERTA NA AMAZÔNIA

Rio de 6 mil km é descoberto embaixo do Rio Amazonas

Descoberta foi feita graças a dados de poços perfurados pela Petrobras. Rio corre a 4 mil metros de profundidade

Pesquisadores do Observatório Nacional (ON) encontraram evidências de um rio subterrâneo de 6 mil quilômetros de extensão que corre embaixo do Rio Amazonas, a uma profundidade de 4 mil metros. Os dois cursos d’água têm o mesmo sentido de fluxo - de oeste para leste -, mas se comportam de forma diferente.

A descoberta foi possível graças aos dados de temperatura de 241 poços profundos perfurados pela Petrobras nas décadas de 1970 e 1980, na região amazônica. A estatal procurava petróleo.


Fluidos que se movimentam por meios porosos - como a água que corre por dentro dos sedimentos sob a Bacia Amazônica - costumam produzir sutis variações de temperatura. Com a informação térmica fornecida pela Petrobras, os cientistas Valiya Hamza, da Coordenação de Geofísica do Observatório Nacional, e a professora Elizabeth Tavares Pimentel, da Universidade Federal do Amazonas, identificaram a movimentação de águas subterrâneas em profundidades de até 4 mil metros.

O dados do doutorado de Elizabeth, sob orientação de Hamza, foram apresentados na semana passada no 12.º Congresso Internacional da Sociedade Brasileira de Geofísica, no Rio. Em homenagem ao orientador, um pesquisador indiano que vive no Brasil desde 1974, os cientistas batizaram o fluxo subterrâneo de Rio Hamza.

Características
A vazão média do Rio Amazonas é estimada em 133 mil metros cúbicos de água por segundo (m3/s). O fluxo subterrâneo contém apenas 2% desse volume com uma vazão de 3 mil m3/s - maior que a do Rio São Francisco, que corta Minas e o Nordeste e beneficia 13 milhões de pessoas, de 2,7 mil m3/s. Para se ter uma ideia da força do Hamza, quando a calha do Rio Tietê, em São Paulo, está cheia, a vazão alcança pouco mais de 1 mil m3/s.
As diferenças entre o Amazonas e o Hamza também são significativas quando se compara a largura e a velocidade do curso d’água dos dois rios. Enquanto as margens do Amazonas distam de 1 a 100 quilômetros, a largura do rio subterrâneo varia de 200 a 400 quilômetros. Por outro lado, a s águas do Amazonas correm de 0,1 a 2 metros por segundo, dependendo do local. Embaixo da terra, a velocidade é muito menor: de 10 a 100 metros por ano.

Há uma explicação simples para a lentidão subterrânea. Na superfície, a água movimenta-se sobre a calha do rio, como um líquido que escorre sobre a superfície. Nas profundezas, não há um túnel por onde a água possa correr. Ela vence pouco a pouco a resistência de sedimentos que atuam como uma gigantesca esponja: o líquido caminha pelos poros da rocha rumo ao mar.

CRIMES SEM PUNIÇÃO

Mais um líder camponês, o 6º em 3 meses, é morto no Pará; ninguém foi preso pelos crimes

O líder camponês Valdemar Oliveira Barbosa, conhecido como Piauí, foi assassinado a tiros por volta de 11h desta quinta-feira (24) em Marabá (PA), segundo informações da Polícia Militar. Ele foi morto enquanto andava de bicicleta pelo bairro de São Félix por dois homens que estavam em uma moto preta. Um deles disparou duas vezes contra Barbosa, de acordo com a polícia.

É o sexto camponês morto no sudeste do Pará em três meses. Até agora, nenhum dos responsáveis pelas seis mortes foi preso.

Barbosa era associado do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Marabá e coordenou a ocupação da fazenda Estrela da Manhã, que fica na região. Segundo a CPT, a fazenda não foi desapropriada, e o sindicalista voltou a morar na cidade, onde ajudou a organizar a ocupação urbana Folha 06, no bairro Nova Marabá.

Em 2010, Barbosa coordenou um grupo de famílias que ocupavam a fazenda Califórnia, no município de Jacundá. No final do ano passado, as famílias foram despejadas pela Polícia Militar do Pará, mas os sem-terra ameaçavam reocupar o local.

Segundo a Polícia Civil, a principal suspeita é de que o crime tenha sido motivado pela ocupação da fazenda Califórnia, de propriedade de Vicente Correa. Em maio, Barbosa registrou boletim de ocorrência no qual relata ter recebido ameaças de Correa.

O delegado José Humberto, da Delegacia de Conflitos Agrários (Deca) de Marabá, responsável pelo inquérito, afirma que é cedo para dizer que o crime tem como motivação a disputa por terras. "Estamos investigando, não dá para falar ainda."

Ninguém preso


A onda de mortes no sudeste do Pará começou em 24 de maio, quando o casal de extrativistas José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo da Silva foram mortos a tiros em uma emboscada.

Somente em 28 de julho, mais de dois meses após o crime, o juiz Murilo Lemos Simão, da Comarca de Marabá, pediu a prisão preventiva de José Rodrigues Moreira --suspeito de ser o mandante do crime--, Lindonjonson Silva Rocha e Alberto Lopes do Nascimento, que teriam sido os autores dos disparos que mataram o casal.

A Polícia Civil concluiu o inquérito em de 10 julho. Antes, o mesmo juiz negou em duas ocasiõesos pedidos de prisão feitos pela Polícia Civil, que tinham parecer favorável do Ministério Público, alegando falta de provas. Para a CPT (Comissão Pastoral da Terra), a postura do juiz facilitou a fuga dos criminosos. Até agora nenhum dos três foi preso.

Alguns dias após a morte dos extrativistas, o lavrador Eremilton Pereira dos Santos, 25, que morava no mesmo assentamento do casal, foi encontrado morto. No dia 1º de junho, um lavrador de 33 anos foi assassinado em Eldorado dos Carajás.

Inicialmente, a polícia afirmou que não havia relação entre as mortes, mas depois disse que a sequência de assassinatos seria uma estratégia dos responsáveis pelos crimes para atrapalhar a investigação policial.

Para conter a onda de violência, o governo federal decidiu enviar a Força Nacional de Segurança, além do Exército e Polícia Federal, para o sudeste do Pará e para o oeste de Rondônia, onde Adelino Ramos, liderança do Movimento Camponês Corumbiara (MCC), foi assassinado enquanto vendia verduras em Vista Alegre do Abunã, distrito de Porto Velho (RO), em 27 de maio --na época, o principal suspeito pelo crime foi preso.

Na véspera da chegada das tropas, em 9 de junho, o camponês Obede Loyla Souza, 31, foi morto no acampamento Esperança, em Pacajá (PA).

Os responsáveis pelos crimes de Carajás, Pacajá e pela terceira morte em Nova Ipixuna ainda não foram localizados.

Fonte: UOL Notícias

domingo, 7 de agosto de 2011

AGRICULTURA URBANA NA AMAZÔNIA

Pará receberá recurso do MDS para implantar agricultura urbana

Com a verba, o estado poderá adquirir equipamento e material e contratar pessoal.

Para incentivar a produção de alimentos de forma comunitária, com o objetivo de atender famílias de baixa renda e melhorar a segurança alimentar e nutricional, o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) vai apoiar a implantação do programa de Agricultura Urbana e Periurbana no Pará. O estado foi selecionado após participar do edital público do MDS, que aprovou no total seis projetos em todo o País. O investimento é de R$ 3,2 milhões.

O governo do Pará poderá usar o recurso na aquisição de equipamentos e de material de consumo e na contratação de serviços de terceiros. A primeira reunião com os estados e o DF para explicar o funcionamento e a execução do programa aconteceu na última quinta-feira, dia 4 de agosto. Após esse processo e a apresentação de toda a documentação pelos estados a expectativa é liberar os recursos até novembro.

O programa promove a produção de alimentos de forma comunitária. São produtos agrícolas (hortaliças, frutas, plantas medicinais e ornamentais, cultivadas ou advindas do agroextrativismo) e pecuários (animais de pequeno e médio porte) voltados para autoconsumo, trocas e doações ou comercialização.

Para prestar serviços de assistência técnica e fornecer insumos às famílias beneficiadas pelo programa, o MDS implanta Centros de Agricultura Urbana e Perirurbana. Atualmente, existem 12 centros e outros dez estão sendo criados. Desde 2003, cerca de 120 mil famílias foram beneficiadas pelo programa.

DE VOLTA AO BATENTE!!!

Depois de um mês afastado para se dedicar ao trabalho nas escavações arqueológicas no Sítio do Porto (parcela Campus Tapajós/UFOPA), em Santarém (PA), estou de volta à blogosfera.

Peço desculpas aos navegantes que por aqui aportaram e não encontraram as postagens atualizadas.

Espero recompessá-los nos próximos dias, com informações sobre as escavações arqueológicas que estão sendo realizadas na região e outras informações interessantes sobre o que vem acontecendo na Amazônia, conforme proposta do blog.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

PROGRAMA CARBONO NEUTRO DA NATURA


Natura tem edital para escolha de projetos de compensação para o Programa Carbono Neutro


Está aberto o Edital Natura Carbono Neutro 2011/12, que selecionará projetos nas seguintes categorias: energético, florestal, Redução de Desmatamento e Degradação Florestal (REDD+) e outros que apresentem práticas, tecnologias e soluções diferenciadas no combate ao aquecimento global. A Natura, além das características técnicas, também irá observar aspectos socioambientais para avaliar os projetos, priorizando aqueles que contribuem para a construção de um sistema mais inclusivo e sustentável para a sociedade atual e futuras gerações.

O Edital é parte do Programa Carbono Neutro, criado em 2007 e destinado a reduzir de forma contínua as emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) em todas as etapas da cadeia produtiva da Natura. A seleção de projetos externos permite compensar o que não é possível reduzir em suas atividades.

A inscrições podem ser feitas até 5 de agosto. O formulário de inscrição e o regulamento do Edital Natura Carbono Neutro estão disponíveis no site www.natura.net/carbononeutro.

Se você tem um projeto, participe!

NAEA LANÇA LIVRO SOBRE BELÉM


National Geographic POD